24.11.06

O que Acontece que acontece

O que Acontece que acontece?

É bem provável que você, após ler este post não concorde em nada com o que eu disse (ou não), mas tenho convicção de que algo precisa ser dito, mesmo que isso represente apenas a minha visão do assunto.

Muitos se perguntam o que está acontecendo com a cristandade nos dias hodiernos, estariam mais do que nunca entorpecidos com ópio de Marx? Onde estão aqueles cristãos descritos por Aristides no ano de 125 d.C.? O fato de cada dia estarmos mais parecidos com grupos sociais de interesses pessoais (e interpessoais) do que com o grupo que ficou conhecido como “os do Caminho” (At 9:2) é patente. Isso, eu sei, não é grande novidade para aqueles que param um minuto para refletir nos rumos do nosso Cristianismo.

Mas, quais os motivos de tamanho afastamento do “caminho”? vou arriscar alguns pitacos:

1º - Porque estamos voltados mais para o nosso egocentrismo do que para o verdadeiro objetivo do Cristianismo;

2º - porque nosso “gueto”(leia-se igreja) é mais importante que abordar pessoas marginalizadas na rua e sem nenhuma perspectiva de vida;

3º - porque estamos felizes em nosso formalismo, nossa liturgia e não somos capazes de quebrar programas para nos dissolver no meio da multidão carente e sedenta do Evangelho;

4º - por quê amar réprobos se podemos amar quem é mais belo, mais inteligente, mais eloqüente, mais, mais...?

5º - porque o nosso “status quo” está acima de qualquer ideologia (cristianismo é ideologia?) e faremos tudo o que tiver ao nosso alcance para mantê-lo, afinal de contas, coisas são mais importantes que pessoas e os fins sempre justificarão os meios.

E o quê é preciso para mudar essa situação? Bem, eu deixo vocês pensarem a respeito e deixarem suas opiniões nos comentários... quanto à minha posição eu prefiro pensar que precisamos de Reforma... ou melhor: Reforma e Carisma.

Para pensar:

"Tudo muda exceto a própria mudança."

Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.... Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo.... É na mudança que as coisas acham repouso.... Heráclito, fragmentos

21.11.06

Declarado Filho de Deus - Calvino

“Declarado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos; sim, Jesus Cristo, nosso Senhor, por meio de quem recebemos graça e apostolado, para a obediência da fé entre todas as nações, por amor do seu nome...” Rm 1.4-6)

DECLARADO FILHO DE DEUS. Ou determinado ( definitus). Paulo está dizendo que o pode da ressurreição representava o decreto pelo qual, como se acha no Salmo 2.7, Cristo foi DECLARADO Filho de Deus: “Neste dia eu te gerei” – GERAR, aqui, tem referência àquilo que foi feito conhecido. Certos intérpretes encontram nesta passagem três provas distintas da divindade de Cristo.

A PRIMEIRA é o PODER (pelo qual compreendem os milagres).
A SEGUNDA é o TESTEMUNHO do Espírito; e aTERCEIRA é a RESSURREIÇÃO dentre os mortos.

Prefiro, contudo, juntar estas três provas e sumariá-las assim: Cristo foi declarado Filho de Deus pelo exercício público de um verdadeiramente celestial, ou seja, o poder do Espírito Santo, quando ele ressuscitou dos mortos. Este poder é possuído quando é selado pelo mesmo Espírito em nossos corações.

A linguagem do apóstolo apóia esta interpretação. Ele afirma que Cristo foi declarado com poder, porque foi visto nele o poder que com propriedade pertence a Deus, e o qual comprovava além de qualquer dúvida que Cristo era Deus. Isto na verdade se fez ainda mais evidente em sua ressurreição, assim como Paulo alhures, após declarar que a fraqueza da carne se fez manifesta na morte de Cristo, exalta o pode do Espírito em sua ressurreição (2Co 13.4).

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O Reino - Martinho Lutero

Leia em sua Bíblia: Mateus 2.1-3“Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes e, com ele, toda Jerusalém”.(v.3)

O REINO DE HERODES E O REINO DE CRISTO

Aparentemente Herodes era um rei poderoso, vitorioso no campo de batalha. Em qualquer direção que brandisse a espada, era bem sucedido. Era sábio, sensato, poderoso e rico no que diz respeito ao exterior. Mas em questões internas, em sua casa, era totalmente fraco e infeliz. Assim, por fora, Herodes era feliz; mas por dentro, totalmente infeliz. Agora, Cristo, que é o nosso verdadeiro rei, era bem pobre e miserável, desprezado e rejeitado no que diz respeito às aparências externas; entretanto, interiormente, estava pleno de alegria, consolo e coragem.

Portanto, devemos lutar para que Herodes, que é bem sucedido em questões desse mundo, não nos roube a Cristo, o Rei verdadeiro e gracioso. E embora esteja ele deitado na manjedoura qual criança pobre e miserável, é para lá que temos que ir.

Por isso, se quisermos ser salvos e ter uma consciência tranqüila e feliz, devemos pôr de lado o modo de viver do rei Herodes e aceitar um outro rei, Cristo. Isto significa que não devemos imaginar que podemos salvar-nos por meio das obras, e também não depositar nelas a nossa confiança, e, sim, imprimir em nossos corações unicamente a imagem do bondoso Senhor Jesus Cristo, que vem a nós sem pompa alguma. Pois quando os três santos reis desistiram de todas as obras e ajuda humana e, confiando em Deus e apegando-se à profecia de Miquéias 5.2, foram a Belém, imediatamente tornaram a ver a estrela.

M. Lutero

Um Acervo de documentos originais da História Batista

Baptist History Homepage - Um acervo online, em Língua Inglesa, de documentos originais da História Batista.

Para os Batistas Norte-americanos, acesse:http://www.geocities.com/baptist_documents/index.html

Para os Batistas Ingleses (também Galeses, Escoceses e Australianos) acesse:http://www.geocities.com/baptist_documents/british.html

Encontram-se neste web-site: registros históricos, cartas, artigos ebiografias. O e-mail do webmaster é: jrduvall@fastmail.fm

Para Pensar

Já que (...) não posso infundir a fé no coração de ninguém, não posso nem devo obrigar ou coagir ninguém a isso; pois Deus opera isso sozinho e vem a habitar anteriormente no coração. Por isso se deve deixar a palavra livre e não querer juntar nossa obra a ela: nós certamente temos o ius verbi [direito da palavra] mas não a executionem [execução]. Cabe-nos pregar a palavra, mas as conseqüências pertencem unicamente ao agrado de Deus.

(Martinho Lutero)

A humanidade da morte *

Nenhuma vida é completa até que haja morte. A morte marca o limite. Ser humano é morrer. Ao morrermos, atestamos nossa humanidade. A morte aprova, mais do que encerra, a nossa humanidade.A tentação original reside em tentarmos ser iguais a Deus (Gn 3.5).

A advertência original é que, se tentarmos fazê-lo, morreremos (Gn 3.3). A morte protege e garante nossa humanidade. Nossa tentativa de sermos mais, ou diferentes, do que é o humano (que é a marca comum do pecado) faz com que nos tornemos menos que humanos. Nesse sentido, a morte age de maneira a evitar nossa desumanização.Por isso, saber viver envolve necessariamente uma boa dose de meditação e consideração sobre a morte. Se não dermos a devida atenção à morte, mas vivermos a todo instante evitando ou obscurecendo o assunto com eufemismos, restringimos nossa vida. Ao negarmos a morte, evitamos a vida.

É significativo o fato de que, ao nos contar a história de Jesus – história que tem mais vida do que qualquer outra – os quatro evangelistas nos informem mais detalhes de sua morte do que de qualquer outra fase de sua vida.

Perterson, Eugene. Transpondo Muralhas. Editorial Habacuc. Rio de Janeiro: 2004, pág 274.
*transcrito